Você tem fome de quê?

 

De vida. De vida que pulsa, vibra, brilha, canta, come, bebe e brinda. Assim estava a Rua Coronel Alexanzito, mas conhecida como Rua Grande, no último final de semana: viva. Cheia de cores, luzes e sabores, ela abriu as cortinas do grande berço cultural e histórico da minha querida cidade dos bons ventos, para apresentar a terceira edição do Festival de Gastronomia e Cultura do Aracati.

Caminhando pela grande rua torta durante os três dias de evento, podíamos encontrar a pluralidade em cada beco. O grande tempero era o povo. Toda aquela gente que falava alto nas calçadas, cantava perto do palco, bebia uns bons drinks, degustava os melhores pratos, acompanhava os melhores chefes, dançava nos bares, conversava nas mesas, sorria com os amigos, beijava os amores… Ah, a Rua Grande nunca esteve tão viva! E ficou pequena para tanta coisa que coube ali.

E como nem só de comida se mata a fome, a cultura e arte também fizeram parte do cardápio. Se de um lado tínhamos o Museu Jaguaribano e todo seu acervo histórico que ainda se fez de espaço para oficinas gastronômicas, do outro tínhamos o Teatro Francisca Clotilde de portas abertas para aqueles mais ávidos pelo espetáculo. Mais à frente: a Praça Dr. Leite servia de palco para o nosso rico artesanato.

É claro que não podemos deixar de falar ainda da música que ambientou todo o festival. Que vibe, meus amigos! Seja no palco principal com músicos mais regionais como Moraes Moreira e Waldonys ou no Lounge da Faculdade do Vale do Jaguaribe com jovens talentos promissores da terra como os músicos Thiago Quiçá e Pablo Mendes, bem como as bandas N-Variáveis e Som Mix, respiramos música no seu mais literal vibrante conceito de ser.

Um evento capaz de misturar performances de k-pop, bonecos gigantes artesanais, teatro de rua, orquestra municipal, regado ao sabor do caju, parece ter encontrado a fórmula certa de como colocar uma cidade pequena do litoral do Ceará na grande vitrine do empreendedorismo sustentável, turístico, cultural e histórico.

Que orgulho, Aracati!

Por André Luís.